Comunicação química de pulgões é chave para inseticida

Pesquisadores do Instituto Max Planck, da Alemanha, encontraram relações bastante complexas na comunicação química estabelecida entre os pulgões. Uma das descobertas está relacionada com a prole desse grupo de insetos.Segundo os experimentos, quando os indivíduos entram em contato com uma substância química específica lançada no ambiente por um dos insetos do grupo, eles imediatamente começam a produzir descendentes alados, que deverão deixar aquela planta hospedeira.O mesmo processo pode ocorrer em um momento de defesa. Quando um pulgão é atacado por uma joaninha, por exemplo, ele libera uma substância para avisar do ocorrido aos outros pulgões que também estão naquela planta. Essa é a senha para os insetos deixarem o local.O problema, acreditam os pesquisadores, é que o feitiço pode virar contra o feiticeiro. Como determinadas plantas atacadas por pulgões conseguem produzir substância químicas praticamente idênticas aos feromônios dos insetos, esses vegetais poderão usar essa capacidade como um sistema de defesa.Essa evolução seria uma forma segura de impedir que os pulgões acabassem com toda a planta.A pesquisa, que será publicada na revista Ecology Letters, poderá ajudar também no controle das infestações de pulgões que atacam as plantações européias de forma sistemática.No caso, se for comprovada a capacidade de manipulação das plantas sobre os insetos, a aplicação desse feromônios nas plantações infestadas poderá ter um efeito importante: o da retirada dos pulgões por vontade própria.

Agencia Estado,

15 de junho de 2005 | 14h48

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