Concentração de poluentes em SP caiu 23% desde 95, diz IBGE

Os que acreditam que a poluição do ar em São Paulo atingiu seu nível máximo nos últimos anos, apagaram da memória a dramática situação registrada há quase 10 anos. Os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável divulgados pelo IBGE revelam que a concentração máxima anual de monóxido de carbono (jogado na atmosfera especialmente pelos canos de descarga dos automóveis) na Região Metropolitana de São Paulo caiu de 22.013 microgramas/metro cúbico em 1995 para 16.861 mg/m3 em 2003 (-23%).Apesar da redução, a concentração paulista ainda é muito superior aos padrões nacionais primários (concentração máxima tolerada) de monóxido de carbono estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), de 10.000 mg/m3.O biólogo Judicael Clevelario, responsável pela análise dos dados ambientais, disse que a redução da concentração de monóxido em São Paulo ocorreu por iniciativas como a fabricação de veículos menos poluentes pela indústria automobilística e o programa de rodízio de automóveis adotado na capital paulista. Houve redução drástica na concentração da substância também na segunda maior região metropolitana do País. No Rio de Janeiro, a queda foi muito mais forte em período mais curto e a concentração de monóxido estava em 6.917 mg/m3 em 2003, ou seja, abaixo do nível máximo aceito pelo Conama, volume mais de 10 vezes inferior aos 75.650 mg/m3 de 1999 (não há dados comparativos anteriores para o Rio). Segundo Clevelario, a redução no Rio ocorreu especialmente por causa do aumento da fiscalização dos automóveis para checar se o grau de emissão de poluentes está dentro dos parâmetros. Além disso, segundo ele, o Rio tem uma vantagem geográfica sobre São Paulo, já que o mar contribui para dispersar a concentração de monóxido, enquanto as montanhas adensam ainda mais a presença da substância no ar.

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