Conselho alemão dá parecer contra clonagem

Uma comissão de cientistas, teólogos, políticos e representantes de indústrias, nomeada pelo governo alemão, anunciou nesta segunda-feira que rejeita, por enquanto, a liberação da clonagem de embriões humanos para fins terapêuticos. O chamado Conselho Nacional de Ética, criado pelo chanceler Gerhard Schröeder, optou por uma decisão conservadora, que confirma a rígida legislação alemã adotada em 2003.Cinco dos dez membros do conselho eram definitivamente contrários à clonagem de embriões humanos para obtenção de células-tronco, enquanto os outros cinco optaram pela não-liberação temporária. Os favoráveis à clonagem terapêutica argumentaram que o atual estágio de desenvolvimento das pesquisas ainda não garante segurança nestes procedimentos, que demandam muitos óvulos, algo "moralmente questionável".A comissão não tem poder decisório, apenas de recomendação, mas a posição de seus membros não foi nada mais do que aquela politicamente possível na Alemanha. A ministra da Educação e Ciência, Edelgard Bulmahn, apoiou a decisão e afirmou que não há, atualmente, nenhum motivo para eliminar a proibição à clonagem, mesmo com estritos fins científicos.Já os líderes da principais igrejas alemãs, a Católica e a Luterana, criticaram a falta de unidade do conselho em torno da proibição definitiva. Os religiosos vêm promovendo há vários anos no país um debate intenso sobre até que ponto os cientistas devem ter direito de pesquisa sobre embriões humanos.O debate se acirrou depois que a Grã-Bretanha autorizou a clonagem de embriões humanos para pesquisas com células-tronco.   leia mais sobre células-tronco

Agencia Estado,

13 de setembro de 2004 | 13h01

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