Conserto do LHC pode custar até US$29 milhões

O porta-voz disse que o conserto vai custar 15 mi de francos suíços, e que as peças custarão entre 10 e 20 mi

Laura Macinnis, Reuters

05 de dezembro de 2008 | 12h32

A reparação do enorme acelerador de partículas construído para reproduzir o "Big Bang" em pequena escala, o LHC, pode custar até 35 milhões de francos suíços (US$ 29 milhões), afirmou nesta sexta-feira, 5, a Organização Européia para a Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês).     Veja também: LHC só deve voltar a funcionar no segundo semestre de 2009  Vazamento e reparo empurram reativação do LHC para 2009  Brasileiro explica o experimento na Suíça   Entenda o LHC  Assista ao vivo o que acontece no laboratório   Experiência do LHC depende de rede mundial de computadores  Estudo reafirma que acelerador de partículas LHC é seguro  Cientistas criam rap para explicar o Grande Colisor de Hádrons  Site do Cern  Vídeo do Cern explica o LHC em três minutos (em inglês)   Galeria com imagens do LHC     Ao anunciar mais um atraso nas operações do Grande Colisor de Hádrons (LHC), esperadas agora para começar no meio do ano que vem, o porta-voz do Cern James Gillies disse que o conserto vai custar 15 milhões de francos suíços, e que as peças custarão entre 10 e 20 milhões de francos suíços. O enorme sistema, a maior e mais complexa máquina já feita, custou 10 bilhões de francos suíços para ser construída pelos 20 membros europeus do Cern e por outros países, incluindo Estados Unidos e Rússia. "Nós não vamos até os nossos Estados membros para pedir mais dinheiro, vamos lidar com isso dentro do orçamento atual do Cern", disse Gillies. O acelerador de partículas foi construído para recriar as condições existentes logo após o Big Bang, evento que para a maioria dos astrônomos marcou a criação do universo há 13,7 bilhões de anos. A máquina emite feixes de partículas subatômicas, que colidem entre si a uma velocidade próxima à da luz. Físicos pretendem analisar os resultados das explosões em busca de partículas novas ou nunca vistas, que podem desvendar novos segredos científicos. Os cientistas ligaram o equipamento com muita empolgação em setembro, disparando feixes de prótons por um túnel subterrâneo de 27 quilômetros de extensão. Mas nove dias depois eles foram forçados a desligar o colisor, quando um problema elétrico causou um vazamento de hélio. Gillies disse que o vazamento causou "danos bastante consideráveis no acelerador". O conserto vai exigir que 53 dos 57 ímãs sejam retirados temporariamente do túnel, construído na fronteira entre França e Suíça, perto de Genebra. Vinte e oito já foram removidos, e todos os ímãs devem estar de volta ao lugar até o fim de março, disse Gillies. O Cern espera agora que o acelerador seja religado para testes em junho, com novas emissões de feixes de partículas. "Não temos uma data precisa ainda", disse o porta-voz. O Cern havia dito antes que o colisor seria religado durante a primavera do hemisfério norte, na primeira metade do ano.

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