Conservadores formam sua própria Igreja Anglicana nos EUA

Ruptura foi motivada pela consagração de um homossexual, pelo papel das mulheres no clero e outras disputas

Efe

04 de dezembro de 2008 | 15h45

Membros conservadores da Igreja Episcopal formaram sua própria igreja anglicana nos Estados Unidos, em uma ruptura motivada pela consagração de um homossexual como bispo, o papel das mulheres no clero e outras disputas.  A decisão, tomada na quarta-feira, 3, em Wheaton, Illinois, é a maior cisão entre os anglicanos e apresenta um novo desafio para os dirigentes da igreja e para o líder mundial da denominação, o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams.  Nos últimos cinco anos, desde a consagração de Gene Robinson como bispo de New Hampshire, um número pequeno mas crescente de paróquias e dioceses episcopais nos Estados Unidos votaram por abandonar a igreja.  A igreja anglicana, com 2,2 milhões de membros nos Estados Unidos, conta com 77 milhões de fiéis em todo o mundo, é a terceira maior denominação cristã.  O bispo Martyin Minns, de Virgínia, disse que a nova constituição e os cânones aprovados em Wheaton serão revisados esta semana por sete dirigentes anglicanos em idéias similares, muitos deles na África, e se espera que aprovem as regras.  Por sua parte, Charles Robertson, assessor da episcopisa Katharine Jefferts Shori, presidente da igreja, disse que a "Igreja Episcopal, junto com a Igreja Anglicana do Canadá e do México, são a presença oficial da comunidade anglicana na América do Norte." "Reiteramos que o que foi verdade para os anglicanos por séculos", disse Robertson. "Na igreja episcopal há lugar para opiniões diferentes e lamentamos que alguns tenham sentido a necessidade de se afastarem da diversidade de nossa vida comum em Cristo."

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