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Consumo avança; serviço público estanca

Acesso a serviços como abastecimento de água, coleta de lixo e rede coletora de esgotos não acompanha ritmo de crescimento de domicílios

Clarissa Thomé, Daniela Amorim, Felipe Werneck e Fernando Dantas, do Rio,

21 Setembro 2012 | 10h01

 Na contramão da aquisição de bens de consumo, o acesso a serviços públicos está estagnado. A rede de abastecimento de água chegava a 84,6% das casas em 2011; em 2009, atingia 84,2%.  A coleta de lixo ficou em 88,8%; mesmo patamar de 2009, quando 88,4% das residências tinham o serviço. A rede coletora de esgotos chegava a 62,6% das casas, ante 59,1% na estimativa anterior.

A PNAD mostra que, em números absolutos, houve aumento da oferta desses serviços; o problema é que a quantidade de domicílios cresceu em  ritmo mais acelerado. Por isso, em alguns casos a proporção de lares beneficiados foi reduzida. Foi o que ocorreu na Região Norte, que passou de 4,2 milhões para 4,4 milhões de domicílios. Em 2009, a rede de água chegava a 56,7% deles (2,4 milhões) e a coleta de lixo, a 79% (3,34 milhões) . Em 2011, 2,48 milhões de casas estavam ligadas à rede de água, mas representavam 55,9% dos domicílios; o lixo era coletado em 3,36 milhões de lares, o equivalente a 75,8% do total.

A ligação das residências com rede de esgoto teve aumento, passou de 59,1%, em 2009, para 62,6% - mais 3,8 milhões de domicílios. O maior impacto foi na Região Norte. Em 2011, 20,2% das residências estavam ligadas à rede de esgoto. Mas ainda é pouco -quatro em cada cinco domicílios não têm acesso a esse serviço. A iluminação elétrica chega a 99,3% dos domicílios brasileiros, seguida da coleta de lixo (88,8%), rede geral de abastecimento de água (84,6%). 

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