Contaminação do solo em Campinas desce a 15 metros

A contaminação do solo e do lençol freático do bairro Mansões de Santo Antônio, em Campinas, é mais séria do que se imaginava inicialmente, segundo relatório divulgado ontem. No solo, os produtos lançados pela indústria de solventes Proquima, que funcionou no local por 20 anos, atingiram 15 metros de profundidade em área de 800 metros quadrados. O documento apontou ainda que a água está "significativamente contaminada" com pelo menos 21 substâncias, segundo o engenheiro ambiental da prefeitura Flávio Gordon. A contaminação já percorreu 200 metros no lençol subterrâneo e alguns produtos atingiram o córrego que passa pelo bairro. Desde que foi informada da contaminação, em maio, a prefeitura e a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) determinaram medidas para evitar danos aos moradores: 847 vivem em chácaras e 112, no condomínio erguido pela Concima no terreno onde funcionou a empresa. Os 19 poços artesianos das chácaras foram interditados. No relatório apresentado à Cetesb, a Concima propôs alternativas de remediação: remoção do solo, tratamento da terra no local e construção de barreira para isolar a área. A Cetesb, porém, aplicou multa de de R$ 30 mil à empresa. Os moradores da região estão sendo cadastrados para a realização de exames. A contaminação pode causar diversas doenças. Entre elas, o câncer.

Agencia Estado,

25 de setembro de 2002 | 09h29

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