Contaminados por chumbo da Ajax já são 262

Subiu para 262 o número de contaminados por chumbo entre os residentes no raio de 1 quilômetro do setor metalúrgico da Indústria de Acumuladores Ajax. A Vigilância Sanitária confirmou ontem mais 50 casos de pacientes que apresentam chumbo no sangue em quantidade superior ao índice máximo fixado pela Organização Mundial da Saúde. Os contaminados estão recebendo atendimento de profissionais da Faculdade de Medicina de Botucatu e da Faculdade de Psicologia de Bauru, ambas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e do Hospital de Reabilitação de Lesões Craniofaciais da USP-Bauru. Ao mesmo tempo, equipes da vigilância sanitária continuam colhendo amostras de sangue de outros moradores da área e encaminhando-as para exame. A Companhia Estadual de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) analisa amostras do solo colhidas na área de contaminação para decidir quanto a possível remoção dos moradores - cerca de 5 mil pessoas. Laudos extra-oficiais foram divulgados pela empresa, na semana passada, dizendo que a contaminação é mais baixa que o índice de referência usado pela própria controladora ambiental do Estado, mas o que vai orientar as providências é o resultado oficial. A poluição causada pela indústria de baterias é analisada pela Cetesb, Ministério do Trabalho, Ministério Público, Câmara Municipal e instituições ambientais. A empresa só poderá voltar a processar chumbo no município depois de atender a 28 exigências técnicas apontadas na interdição da unidade metalúrgica, ocorrida em janeiro.

Agencia Estado,

11 de junho de 2002 | 10h24

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