Convênio vai recuperar Bacia do Paraíba do Sul

Um Termo de Cooperação voltado para a integração de ações na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, que abrange parte dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, será assinado na próxima sexta-feira, durante o evento Águas e Florestas da Mata Atlântica, em São Paulo. Participam do acordo sete entidades ligadas à preservação ambiental e aos recursos hídricos, que pretendem somar recursos e esforços para reduzir a situação de escassez e degradação da bacia hidrográfica do Paraíba do Sul, considerada prioritária, junto com a do Rio São Francisco, para recuperação no País.?Um dos objetivos do Termo de Cooperação é casar políticas e gestões setoriais, interligando projetos ligados a água e floresta?, diz Clayton Ferreira Lino, presidente do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, uma das entidades que participam do acordo, ao lado de: Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap), WWF-Brasil, Fundação para Conservação e Produção Florestal do Estado de São Paulo, Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Florestal de São Paulo e Unesco-Brasil.Segundo Lino, uma parceria entre a Reserva da Biosfera e a SOS Mata Atlântica desenvolve há cerca de três anos programa voltado para a integração das ações de conservação dos recursos hídricos e florestais em quatro bacias do domínio da Mata Atlântica: Rio Pirapama (em Pernambuco), Rios Cachoeira e Almada (Bahia), Rio Ribeira de Iguape (São Paulo) e Rio Tramandaí (Rio Grande do Sul).?Verificamos que, enquanto os órgãos ligados à água se preocupam sobretudo com saneamento e obras, as políticas florestais não têm a água como prioridade, inclusive criando corredores e unidades de conservação sem levar isso em consideração. No entanto, a conexão e interdependência entre água e floresta são fundamentais para garantir a quantidade e a qualidade da água. Às vezes, é mais importante recuperar as nascentes e a mata ciliar do que apenas realizar obras de saneamento?, explica.A idéia do Termo de Cooperação surgiu durante um curso de capacitação para gestores do Paraíba do Sul, feito em parceria pela Reserva da Biosfera, o WWF e o Instituto Florestal. ?Verificamos que havia muita gente trabalhando em programas na bacia e que poderíamos integrar os esforços. Temos, na região, uma das bacias prioritárias do Plano Nacional de Recursos Hídricos e também uma das áreas prioritárias para conservação da Mata Atlântica?, afirma Lino. Entre as ações do acordo, que tem prazo de um ano, mas poderá ser renovado, estão identificação, mapeamento e fortalecimento de programas de conservação e recuperação de águas e florestas na Bacia do Paraíba do Sul, além da criação de um inventário e difusão das informações sobre a relação águas e florestas na região.Um grupo de trabalho deverá ser criado para coordenar os programas, que incluirão identificar a relação das unidades de conservação e áreas de preservação permanentes com a disponibilidade e conservação dos recursos hídricos da bacia. A partir disso, haverá a capacitação de gestores de recursos florestais e hídricos para atuação integrada.

Agencia Estado,

18 de março de 2003 | 18h46

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