Corpo de Villas Bôas segue para cemitério

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deixou o prédio da Assembléia Legislativa, onde está sendo velado o corpo do indianista Orlando Villas Bôas. Alckmin esteve presente durante a missa que reuniu cerca de 200 pessoas. ?Ele recriou a figura do bandeirante com o mesmo vigor e coragem, mas agora lutando pela paz e proteção dos índios.? O corpo segue, agora, para o Cemitério do Morumbi, num caminhão do Corpo de Bombeiros. Batedores da Polícia Militar também acompanharão o cortejo em homenagem ao sertanista.Antes da missa, o senador José Serra cumprimentou os familiares do indianista e permaneceu no local por cerca de 15 minutos, antes da chegada de Alckmin. O senador disse que Villas Bôas o ajudou muito durante sua gestão como ministro da Saúde, quando a questão indígena saiu da esfera da Funai e foi assumida pelo ministério. Muitos amigos, autoridades, familiares e índios que acompanharam a carreira de Villas Bôas vieram ao salão da Assembléia Legislativa para prestar sua última homenagem. O corpo do indianista está sendo velado com honras militares pelos cadetes da Academia do Barro Branco.Durante a madrugada, o presidente da Funai, Artur Nobre Mendes, e três lideranças dos índios Caiapós, cacique Raoni, o cacique Megarom e o cacique Bepkum prestaram sua homenagem à família. ?A intenção dele era que os índios mantivessem sua cultura e linguagem. Foi por causa do trabalho dele que muitas tribos conseguiram crescer?, disse Megarom. ?Segundo o presidente da Funai, o dos maiores frutos do trabalho de Orlando foi ter conseguido pacificar e manter a unidade entre as 16 etnias que vivem no Parque do Xingu. ?Ele construiu um modelo de convivência?.

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