Corte nas emissões pode sair caro para a economia dos EUA

Documento da Casa Branca avalia que adaptação às restrições sairá caro para indústrias e pequenos negócios

AP,

12 de maio de 2009 | 16h55

Uma proposta da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos que pode levar à regulamentação de todas as emissões de gases estufa vai sair caro para indústrias, pequenos negócios e outras instituições, afirma um documento da Casa Branca.

 

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O documento de nove páginas, divulgado nesta terça-feira, 12, por senadores republicanos, é uma compilação de opiniões dadas por inúmeras agências federais anteriormente à determinação da EPA, de abril, que afirmou que os gases estufa são uma ameaça à saúde pública e ao bem estar.

 

Essa determinação levou à regulamentação de seis desses gases emitidos por carros e caminhões, fábricas e outras fontes sob o Clean Air Act pela primeira vez.

 

O documento diz que se a EPA continuar com o processo de controle das emissões, fábricas, pequenos negócios e instituições teriam altos custos de adaptação.

 

"Tomar a decisão de regular o dióxido de carbono pela primeira vez deve ter sérias consequências econômicas para as entidades reguladas", diz o documento.

 

Republicanos e grupos de empresários imediatamente usaram o documento para impulsionar seu argumento de que controlar os gases estufa prejudicaria a economia.

 

Eles também ressaltaram partes do documento que encontram falhas em como a EPA chegou a sua conclusão de que os gases estufa prejudicam a saúde humana e o bem estar, partindo do princípio de que os gases, eles mesmos, não oferecem nenhuma ameaça.

 

O documento diz que a EPA poderia ter sido "mais balanceada" em sua análise também ressaltando que algumas partes do país se beneficiam com o aquecimento global, como o estado do Alasca, que tem invernos menos rigorosos.

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