Cosmonautas retiram explosivo de nave Soyuz em segurança

As travas explosivas são usadas para separar a Soyuz em dois módulos, antes da reentrada na atmosfera

AP,

11 de julho de 2008 | 14h48

Em uma ousada caminhada espacial, dois astronautas russos - cosmonautas, como são chamados - da Estação Espacial Internacional (ISS) cortaram o isolamento da cápsula que deverá trazê-los de volta para a Terra e removeram uma trava explosiva que, se detonada, poderia ter-lhes arrancado as mãos.   Sergei Volkov e Oleg Kononenko conseguiram, na noite de quinta-feira, 10,  desconectar a trava de forma segura da cápsula Soyuz, e colocaram-na num recipiente blindado. "Está guardada", um dos cosmonautas disse. "Que bom. Graças a Deus", alguém respondeu, em russo.   Antes da caminhada, controladores de vôo em Moscou haviam garantido que a trava não explodiria inadvertidamente e que a remoção ajudaria no retorno seguro dos dois à Terra. A despeito disso, o controle de missão insistiu seguidas vezes para que tivessem muito cuidado.   A Nasa diz que seus engenheiros estão convencidos de que não haveria perigo, e que será seguro manter o explosivo guardado dentro da ISS enquanto os cosmonautas aguardam a data de voltar para a Terra. Os dois últimos retornos de naves Soyuz ao planeta foram vôos descontrolados, que chegaram ao solo longe dos pontos de destino  previstos e submeteram os tripulantes a acelerações extremas. A agência espacial russa pretende poupar Volkov e Kononenko dessas dificuldades durante seu vôo de volta, em outubro.   As travas explosivas são usadas para separar a Soyuz em dois módulos, antes da reentrada na atmosfera. Nas reentradas de abril de 2008 e outubro de 2007, as seções não se separaram adequadamente, levando às chamadas" reentradas balísticas".   Engenheiros russos desconfiam de que algumas das travas não dispararam. Ao removê-las do local onde, suspeita-se, ocorre o problema, o retorno de outubro de 2008 deverá ser tranqüilo, acreditam.

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