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Crédito de carbono deve somar US$ 500 milhões em 2012

Os créditos de carbono poderão movimentar cerca de US$ 500 milhões em 2012, segundo projeções do Programa Gerbi, uma iniciativa canadense para redução das emissões de gases do efeito estufa na indústria brasileira. Similar a programas desenvolvidos na Índia e na África do Sul, o programa compreende cursos e treinamentos para técnicos e executivos de indústrias brasileiras na área de eficiência energética.O curso, que já foi ministrado a 150 pessoas e deve chegar a 250 até o final do ano, trata da evolução das tarifas, os créditos de carbono e as novas alternativas de suprimentos.Segundo Raymundo Aragão, diretor do programa no Brasil, houve uma evolução do mercado de contratos de carbono nos últimos anos. Em 2001, foram 10 milhões de toneladas negociadas; em 2002, 30 milhões de toneladas; em 2003, 70 milhões de toneladas e, em 2004, a perspectiva é chegar a 107 milhões.Instituições financeirasSegundo ele, ainda falta integração de instituições financeiras no negócio. Apenas o Banco Mundial e instituições estatais da Dinamarca e Holanda estão adquirindo os créditos. "Falta ainda uma maior conscientização sobre este mercado", afirmou.Segundo ele, é isso que o Programa Gerbi tem feito: oferecido informações e recursos necessários para que a indústria possa utilizar a energia com mais eficiência, para alcançar resultados financeiros mais positivos e reduzir o impacto ambiental.O consultor Douglas Tripp, responsável pela implementação do programa, disse que para os empresários brasileiros, o principal atrativos do negócio foi a possibilidade de redução de seus custos em mais de 10% na área energética.A indústria representa 38% do total de emissões de gases do efeito estufa no Brasil, seguida pelo setor de transporte, 33%.De acordo com estimativas do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), o Brasil é responsável por 3% das emissões mundiais de gases do efeito estufa ? 2% correspondem a queimadas e desmatamento e 1% à queima e utilização de combustíveis para produção de energia e processamento industrial.

Agencia Estado,

20 de agosto de 2004 | 17h01

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