Criada a APA do Mico-leão-dourado

O programa de reintrodução do mico-leão-dourado conquistou mais uma vitória ontem com a criação da Área de Proteção Ambiental (APA) da Bacia do Rio São João, no Rio de Janeiro, também chamada de APA do mico-leão-dourado.Com 150.700 hectares, a área de proteção foi anunciada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso juntamente com a cédula de R$ 20,00, que traz estampada uma ilustração do mico, escolhida após consulta popular via Internet e através de enquetes realizadas nas principais capitais do País.?A APA vai garantir uma gestão mais ordenada dos remanescentes de Mata Atlântica em terras privadas, que estão recebendo espécimes do mico-leão-dourado nascidos em cativeiro, dentro do programa de reintrodução da espécie na natureza?, comenta José Pedro de Oliveira Costa, secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente. A população total dos mico-leões-dourados (Leontopithecus rosalia) chegou ao número crítico de 250 animais e foi lentamente elevada a 1 mil através de um programa de criação em cativeiro, coordenado pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), responsável também por sua reintrodução na natureza. Inicialmente, esta reintrodução foi feita na Reserva Biológica Nacional de Poço das Antas (RJ), mas logo foi preciso ampliar o espaço para os novos grupos de micos e passou-se a usar os remanescentes florestais de propriedades privadas convertidos em Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN). Agora, a criação da APA deve facilitar uma gestão integrada destes fragmentos de mata, favorecendo ainda iniciativas para a conservação dos recursos hídricos da Bacia do Rio São João, que abastece toda população dos lagos fluminenses.

Agencia Estado,

28 de junho de 2002 | 10h42

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