Cúpula da UE concorda em manter metas contra efeito estufa

Polônia e seis outros países exigiram que o plano para elaboração de metas ainda este ano fosse abandonado

AP,

16 de outubro de 2008 | 19h11

Líderes dos 27 países da União Européia (UE) comprometeram-se, nesta quinta-feira, 16, a manter um plano caro de profundos cortes nas emissões de gases causadores do efeito estufa, afirmando que o recente colapso dos mercados financeiros não deve deter os esforços para combater o aquecimento global.   Após presidir uma cúpula de dois dias da UE, o presidente francês Nicolas Sarkozy disse que, a despeito de alguns problemas quanto ao custo, "a mudança climática é tão importante que não podemos usar a crise financeira e econômica como pretexto para abandonar" o plano.   A cúpula se realiza após semanas de tumulto que devastaram os mercados financeiros globais e trouxeram temores de uma grave desaceleração econômica, revelando uma União Européia com dificuldades para coordenar os esforços para proteger bancos, credores e depositantes.   Só nos últimos dez dias a UE conseguiu montar um esquema emergencial de US$ 2,3 trilhões para o setor bancário, e que foi aprovado na cúpula.   Quando a reunião teve início, a Polônia e seis outros países da Europa Oriental fizeram a exigência de que a União abandone a meta de fechar, até dezembro, um plano detalhado para cortar as emissões de gases causadores do efeito estufa em 20% até 2020.   A Itália deu apoio ao grupo, argumentando que o preço de adotar tecnologias verdes, somado aos custos da crise financeira, seria excessivo para a indústria do país.  "Queremos um pacote que seja tolerável para os Estados-membros mais pobres", disse o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk.   Sarkozy disse que tentará estabelecer um plano justo para a distribuição do fardo, para evitar penalizar os antigos países comunistas do bloco, que dependem do carvão para gerar energia.   O pacote climático da UE inclui medidas para forçar grandes poluidores, como geradoras de eletricidade, siderúrgicas e fabricantes de cimento a pagar bilhões de euros em um programa de limitação de emissões.

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