Da ISS, astronautas vêem "triste contaminação" da Terra

"É triste ver o que está ocorrendo na Terra. Era doloroso ver a fumaça das fábricas e a contaminação da natureza". Foi assim que o russo Salizhan Sharipov definiu a impressão geral que teve de sua missão de quase sete meses na Estação Espacial Internacional (ISS), ao lado do norte-americano Leroy Chiao."Vimos a contaminação que a indústria produz. Notamos isso especialmente no Sudeste Asiático, onde a cortina de fumaça nos impedia de fotografar a região", destacou o russo, na primeira entrevista coletiva que os astronautas deram depois do retorno à Terra, na segunda-feira.Junto com Sharipov e Chiao estava o italiano Roberto Vittori, astronauta da Agência Espacial Européia (ESA), que esteve oito dias na ISS evoltou com os dois astronautas na nave russa Soyuz TMA-5.Dentro do programa de observações da Terra, segundo os astronautas, fracassou a tentativa de fotografar a Grande Muralha da China porque da ISS se vê uma via que se confunde com a construção.CaminhadasOs astronautas também contaram detalhes sobre as duas caminhadas espaciais, entre elas o lançamento que o russo fez de um microsatélite, atirado com a mão como se fosse uma bola.Os astronautas afirmaram que a ISS está em boas condições e que todos os sistemas funcionam perfeitamente, com exceção do que produz o oxigênio para a estação.Chiao e Sharipov, que integram a 10.ª expedição permanente, e Vittori, que realizou a missão Eneida, afirmaram que durante as missõesfizeram experimentos científicos, provas técnicas e observações geofísicas e astronômicas.Os astronautas disseram que foram bem-sucedidas as experiências biológicas, como o cultivo de plantas no espaço, as pesquisas com caracóis e grilos e as provas de regeneração celular com platelmintos.O processo de reabilitação para Vittori será muito mais breve do que o de Sharipov e Chiao, que ficaram 193 dias no espaço, mas os trêsdizem que estão bem.

Agencia Estado,

27 de abril de 2005 | 12h48

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