Dalai Lama pode deixar funções cerimoniais em 2011, diz assessor

O Dalai Lama cogita deixar sua função de líder do Parlamento tibetano do exílio em 2011, mas continuará sendo o líder espiritual dos tibetanos, segundo um assessor.

ABHISHEK MADHUKAR, REUTERS

23 Novembro 2010 | 19h34

Há anos especula-se que o líder budista e ganhador do Nobel da Paz, de 75 anos, estaria para se aposentar. Os tibetanos se preocupam com o destino da luta por maior autonomia para sua região depois que o Dalai Lama morrer ou deixar a vida pública.

O próprio Dalai Lama se considera "semiaposentado" desde o estabelecimento pleno de uma liderança política tibetana no exílio em 2001, disse seu assessor Tenzin Taklha na terça-feira em entrevista a uma TV.

Ele explicou que o Dalai Lama pretende abdicar de eventos políticos, inaugurações e outras cerimônias.

"O que Sua Santidade está dizendo é que ele está considerando, discutindo sua aposentadoria com o Parlamento", afirmou.

"O Dalai Lama como pessoa não pode se aposentar, vai continuar trabalhando como um líder e por todos os propósitos humanitários."

O Dalai Lama fugiu do Tibete em 1959, após uma frustrada rebelião contra o domínio chinês. Ele vive exilado na Índia e prega uma "autonomia significativa" para o Tibete como parte da China. Pequim o acusa de ser um perigoso separatista, responsável por estimular distúrbios no Tibete.

O Parlamento tibetano do exílio se reunirá em março em Dharamsala, e o Dalai Lama deixaria suas funções num prazo de seis meses depois do anúncio oficial, segundo Taklha.

Mais conteúdo sobre:
RELIGIAO DALAI APOSENTA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.