Decisão do governo preocupa fumicultores do RS

O vice-presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag), Sérgio de Miranda, disse que a decisão do Senado de aderir ao acordo internacional que estabelece a adoção de medidas para prevenir e reduzir o consumo mundial de cigarros, deixa 90 mil famílias do Estado apreensivas quanto a sua subsistência. "Estão aprovando a Convenção Quadro sem que nenhuma medida concreta para a reconversão da atividade tenha sido anunciada", reclamou Miranda. "Os incentivos que o governo está prometendo não passam de uma declaração de intenção e não tem nada de concreto".Miranda lembrou que a grande preocupação dos fumicultores é encontrar uma atividade que tenha um mínimo de rentabilidade, como é o caso do fumo. Citou que atualmente os produtores de milho e de arroz, culturas viáveis na região, não recebem nem o que gastam para plantar a safra. "Vamos aumentar a pressão para que sejam tomadas medidas que ofereçam algumas garantias de subsistência aos agricultores", anunciou, referindo-se a financiamentos e a preços adequados para os produtos agrícolas.

Agencia Estado,

27 de outubro de 2005 | 23h42

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