Decreto destina mogno apreendido a entidades ecológicas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou hoje, em solenidade comemorativa do Dia Mundial do Meio Ambiente, realizada no Palácio do Planalto, um decreto destinando 14 mil metros cúbicos de mogno apreendidos pelo Ibama na região da Altamira, no Pará, a entidades sociais e ecológicas. Assinou também decretos criando a reserva biológica da Mata Escura, em Minas Gerais, com mais de 50 mil hectares, e outro ampliando a área da Estação Ecológica do Taim, no Rio Grande do Sul, que tinha 10 mil hectares e passará a contar agora com 90 mil. Foi também criada uma reserva ecológica no litoral do Ceará. Participaram da solenidade, além de ambientalistas, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva; o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e o teólogo Leonardo Boff. Em discurso que fez de improviso na ocasião, Lula defendeu a educação ambiental nas escolas. "Se nós quisermos fazer uma grande revolução neste País sem dar nenhum tiro nem ferir nenhuma criança, tem que ser a partir da família e do banco de escola", afirmou. Na solenidade, um grupo de músicos ofereceu tambores ao presidente e a Leonardo Boff, e um chocalho à ministra Marina Silva. José Dirceu ficou sem presente. O chefe da banda "Movimento Artistas pela Natureza", Bené Fontelles, alegou que só tinha trazido três instrumentos e que preferiu presentear a Boff, ?porque ele tem com a gente uma semelhança ecológica e espiritual". Na solenidade, Fontelles fez um discurso, com acompanhamento musical, contra os produtos transgênicos, a biopirataria e a transposição das águas do rio São Francisco. Lula acompanhou a música, tomborilando em seu pequeno tambor.

Agencia Estado,

05 de junho de 2003 | 12h37

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