Degelo na Antártida aumentou 75% em uma década, diz estudo

Derretimento é quase igual ao observado na Groenlândia e deve-se ao aumento das temperaturas do mar

Efe,

24 de janeiro de 2008 | 07h43

O degelo na Antártida aumentou 75% nos últimos 10 anos e é quase tão grande como o observado na Groenlândia, revelou na quarta-feira, 23, um estudo realizado por cientistas de universidades e da Nasa.   Os pesquisadores do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) e da Universidade da Califórnia detectaram um aumento da perda de gelo cuja magnitude foi suficiente para aumentar o nível dos oceanos de 0,3 milímetro por ano, em 1996, para 0,5 milímetro, em 2006.   Segundo Eric Rignot, cientista do JPL, a perda de gelo concentrou-se na região de Pine Island, na Antártida Ocidental, e no extremo norte da Península Antártica. Esses degelos foram causados por uma aceleração no fluxo das geleiras em direção ao mar. Rignot acrescentou que o avanço mais rápido das massas de gelo deve-se ao aumento das temperaturas do mar.   "As mudanças no fluxo das geleiras está provocando um grande impacto, embora não dominante no equilíbrio da massa de gelo antártico", assinalou o cientista. As conclusões do estudo foram extraídas de dados fornecidos durante 15 anos pelos satélites da Nasa, da Europa, do Canadá e do Japão.   Segundo Rignot, a maior contribuição da Antártida ao aumento do nível do mar indica a necessidade de uma observação mais próxima do fenômeno.   "Estes novos resultados ilustram a vital importância de continuar observando a Antártida para determinar a forma como esta tendência seguirá", assinalou.   O cientista indicou que ainda se sabe muito pouco sobre a futura contribuição da Antártida a esses níveis. "As plataformas de gelo estão respondendo mais rápido ao aquecimento climático do que o esperado", indicou.   Além do JPL e da Universidade da Califórnia, participaram da pesquisa o Centro de Estudos Científicos de Valdivia (Chile), a Universidade de Bristol (Reino Unido), o Instituto de Pesquisa Marítima e Atmosférica da Universidade de Utrecht, o Instituto Meteorológico Real (Países Baixos) e a Universidade do Missouri (Estados Unidos).

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