Dente e dedos tirados do corpo de Galileu entram em exibição na Itália

As partes do corpo, incluindo ainda outro dedo e uma vértebra, foram extraídos do cadáver no século 18

REUTERS

08 Junho 2010 | 15h45

Relíquias de Galileu são exibidas em mostruário de museu de Florença. Alessia Pierdomenico/Reuters

 

Um dente, um dedo e um polegar retirados do cadáver do cientista Galileu Galilei, que morreu em 1642, entram em exibição nesta semana em Florença, depois que um colecionador de obras de arte os encontrou, por acaso, no ano passado. 

 

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As partes do corpo, incluindo ainda outro dedo e uma vértebra, foram extraídos do cadáver por cientistas e historiadores durante uma cerimônia de sepultamento realizada 95 anos após a morte do grande cientista.

 

O diretor do Museu Galileu de Florença, Paolo Galluzzi, disse que pessoas que participaram da cerimônia "pensavam que deveriam ter um suvenir do corpo". "Eles pensavam que ter um pedaço do homem seria uma homenagem à sua tradição. A ideia de ter relíquias da ciência é muito semelhante, é um espelho das relíquias da religião", afirmou.

 

Os restos, bem como dois telescópios, uma bússola e vários outros instrumentos projetados por galileu estão entre as atrações do renovado Museu Galileu, que reabre em 10 de junho, depois de dois anos em reformas.

 

Enquanto o dedo e a vértebra retirados no sepultamento foram preservados em Florença desde 1737, o outro dedo, o polegar e o dente passaram de colecionador em colecionador, at´desaparecerem em 1905.

Alberto Bruschi, um renomado colecionador florentino, comprou-os, sem saber, ao adquirir um lote de relíquias religiosas num leilão, onde o material foi vendido como um conjunto de artefatos desconhecidos dentro de uma caixa de madeira do século 17.

 

Quando Bruschi e sua filha notaram que um busto de Galileu encimava a caixa, e leram um livro que descrevia como pedaços do cientista tinham sido removidos, entraram em contato com o museu. Testes e estudos confirmaram que se tratavam das relíquias perdidas de  Galileu.

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