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Depósitos de sal indicam pistas sobre vida em Marte, diz estudo

Minerais de cloreto são descobertos por câmera instalada na sonda Odyssey, que viaja na órbita marciana

Efe,

20 de março de 2008 | 16h37

Depósitos de sal descobertos em Marte evidenciam que havia água no planeta em um passado remoto, e podem oferecer provas de alguma forma de vida no planeta vermelho, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira, 20, pela revista Science. Os depósitos de minerais de cloreto foram descobertos por uma câmera instalada na sonda Odyssey, que viaja em uma órbita marciana.   Veja também: Sonda orbital da Nasa fotografa avalanches em Marte   Por meio da câmera do Sistema de Imagem de Emissão Termal da Odyssey (Themis), os cientistas da Universidade do Havaí, da Universidade Estadual do Arizona e do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa descobriram cerca de 200 lugares do hemisfério sul de Marte com características que revelam a existência dessas jazidas minerais.   "A Themis nos permite olhar com detalhes o espectro infravermelho termal, que é o melhor para encontrar depósitos de sal longínquos da órbita", disse Philip Christensen, cientista da Universidade Estadual do Arizona. Os cientistas acham que os depósitos de sal se formaram entre 3,9 e 3,5 bilhões de anos, quando eles acham provável que o planeta Marte era muito mais úmido e quente.   As jazidas de sal aparecem nas latitudes médias e baixas do planeta, onde o terreno é muito antigo e cheio de crateras, assinalaram os cientistas em seu relatório. Segundo Mikki Osterloo, cientista da Universidade do Havaí, os cientistas fizeram a descoberta ao perceber mudanças de cores nas imagens proporcionadas por Themis.   "Comecei a observar esses lugares porque mostravam um azul intenso em um conjunto de imagens, verde em um segundo conjunto e laranja amarelado em outro", disse a geóloga, autora principal do relatório. Segundo Christensen, muitos dos depósitos se encontram em conchas nas quais desembocam uma série de canais. "Esses são os tipos de características, como as da Terra, que revelam o fluxo de água durante um tempo prolongado", afirmou.   Christensen afirma que "por sua natureza, os depósitos de sal apontam para a existência de muita água, que pode ter existido em lagoas antes de sua evaporação". "Isso é crucial. Para a vida é indispensável que haja um habitat que se mantenha durante algum tempo", acrescentou.   Por outro lado, existe o que o cientista qualificou como "efeito de concentração". Os depósitos estão em conchas sedimentares e, provavelmente, qualquer rastro de material orgânico se dispersou com o fluir da água. No entanto, durante um tempo muito longo, "a água que fluiu até a bacia pôde concentrar os materiais orgânicos e é possível que agora estejam bem preservados no sal", declarou.

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