Desastres ligados ao clima custaram US$ 200 bi em 2005

As perdas ocasionadas em 2005 por desastres naturais relacionados à meteorologia chegaram a US$ 200 bilhões, segundo os cálculos preliminares da Fundação Re de Munique, anunciados em Montreal na 11.ª Conferência da ONU sobre Mudança Climática (COP11), iniciada em 28 de novembro e que vai até sexta-feira.As perdas cobertas por seguros, segundo os dados do estudo, foram de mais de US$ 70 bilhões. Segundo a Fundação Re de Munique, os números são significativamente superiores aos de 2004, até agora o ano em que mais se gastou com desastres meteorológicos, quando as perdas econômicas foram de US$ 145 bilhões e as asseguradas totalizaram US$ 45 bilhões.As razões do aumento das perdas são "parcialmente resultado do maior número de furacões e tempestades tropicais nunca visto desde o início dos registros, em 1850".A instituição alemã indicou que o aumento é parte de uma tendência mantida que está sendo vinculada "por muitos no setor (de seguros) à mudança climática devido às emissões (de gases) feitas por humanos".O setor de seguros também conhece os estudos que se referem ao aumento de grandes tempestades tropicais no Atlântico e no Pacífico, até 50% maiores que nos anos 1970, as maiores chuvas nunca registradas em Mumbai, na Índia, e o primeiro furacão que se aproximou do território europeu.Thomas Loster, diretor-executivo da Fundação e membro da Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), disse que "há poderosos indícios nesses números que vemos como prognósticos de prováveis impactos da mudança climática".Loster disse que o custo de outros desastres naturais comparados aos meteorológicos é muito superior."Não queremos desvalorizar a tragédia humana de terremotos como o recente do Paquistão, que podem matar milhares de pessoas ao ano. Mas nossas conclusões indicam que é o custo dos desastres relacionados com a meteorologia que está aumentando", explicou.  mudanças climáticas

Agencia Estado,

07 de dezembro de 2005 | 12h36

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