Descoberta nos EUA pode lançar luz na ecologia dos dinossauros

Conjunto de ossos de dinossauro, árvores petrificadas e até moluscos foram encontrados no estado de Utah

AP

17 de junho de 2008 | 15h17

Um conjunto de ossos de dinossauro bem preservados, árvores petrificadas e até moluscos recentemente descoberto no sudeste do estado de Utah, nos Estados Unidos, fornece pistas sobre como era a vida na região há 150 milhões de anos.  O Bureau of Land Management (BLM) anunciou o achado na segunda-feira, 16, chamando a escavação de "uma grande descoberta de fósseis de dinossauros." A escavação revelou pelo menos quatro saurópodes - que têm pescoço longo, rabo longo e são herbívoros - e dois carnívoros, de acordo com o bureau. O trabalho pode ter encontrado, também, um estegossauro herbívoro.  Buracos cavados por animais e troncos petrificados de árvores de quase dois metros de diâmetro foram encontrados nas proximidades. O sítio arqueológico não tem nenhuma espécie nova, mas dá uma chance para que os cientistas aprendam mais sobre a ecologia daquele tempo, disse Scott Foss, paleontólogo do BLM.  Os dinossauros fossilizados são do mesmo período Jurássico que os no Dinosaur National Monument, que fica na divisa entre Utah e Colorado.  Pode levar mais de uma década até que a importância das escavações de Hanksville seja conhecida, disse Foss. "Ele tem o potencial para se igualar a outros sítios importantes de Utah", acrescentou. O sítio, de 45 por 185 metros, foi escavado por uma equipe do Burpee Museum of Natural History de Rockford, Illinois. Representantes do museu visitaram o local por cerca de uma semana no verão passado, e voltaram neste ano para uma escavação de três semanas.O local é conhecido há tempos pelos moradores locais e por representantes do BLM como um paraíso de dinossauros. No entanto, ninguém sabia da magnitude do sitio até o início das escavações. Os ossos foram encontrados no canal de um antigo rio. "A preservação desses dinossauros é excelente", disse Foss.  A mistura de dinossauros, árvores e outras espécies na área pode ajudar cientistas a entender como era a vida de 145 milhões de anos a 150 milhões de anos atrás, incluindo detalhes sobre o clima da época, acrescentou Foss.  O BLM planeja fechar a área para conduzir uma avaliação ambiental para o trabalho contínuo na área. A agência não fornece o local exato dos achados devido a preocupações com segurança.

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