Descobertas árvores soterradas há 290 milhões de anos

'Pode ser uma descoberta fundamental', disse pesquisador, pois dados podem determinar densidade do bosque

Efe

10 de junho de 2008 | 14h34

Especialistas do Museu Natural de Chemnitz, da Alemanha, desenterraram uma árvore conífera que há 290 milhões de anos estava em um bosque sepultado por uma erupção vulcânica. O anúncio foi feito nesta terça-feira, 10, pelo diretor do trabalho, Ralph Kretzchmar.  No momento, os cientistas trabalham sobre a superfície em que descobriram dois troncos caídos e outro quatro que se mantinham em pé. Os investigadores também retiraram do solo um ramo petrificado com algumas protuberâncias "anormais", que podem ser um sinal da provável causa de morte da árvore, que teria ocorrido antes do soterramento da área. "Pode tratar-se de uma descoberta fundamental", indicou o diretor do museu, Ronny Rössler, que acrescentou que com os novos dados pode-se determinar a densidade do bosque de pedra.  O museu indicou que as plantas datam de 290 milhões de anos atrás, quando na Alemanha ainda havia bosques tropicais.  Sua informação celular se conservou, em estado petrificado, como conseqüência dos processos químicos derivados da erupção vulcânica.  O bosque petrificado foi descoberto no século XVIII nas fundações de Hilbersdorf, um dos bairros da cidade.

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