Descobertas duas tumbas faraônicas de 4.300 anos no Egito

O achado indica que há ainda mais túmulos no vasto cemitério, localizado 10 km ao sul da capital

Associated Press,

22 de dezembro de 2008 | 18h30

Um par de tumbas de 4.300 anos descoberto em Saqqara mostra que a grande necrópole ao sul do Cairo é ainda maior do que se pensava, disse o principal arqueólogo do Egito.    Encontradas moedas de ouro bizantinas em Jerusalém   Os túmulos, escavados na rocha, foram construídos para altas autoridades - um responsável pelas pedreiras usadas na construção das pirâmides e uma mulher encarregada de encontrar artistas para entreter o faraó.   "Anunciamos hoje uma grande e importante descoberta em Saqqara, a descoberta de duas novas tumbas, datando de 4.300 anos atrás", disse zahi Hawass. "A descoberta de duas tumbas marca o início de um grande cemitério".    O achado indica que há ainda mais túmulos no vasto cemitério, localizado 10 km ao sul da capital, Cairo. No passado, as escavações na área haviam focado apenas um dos lados das duas pirâmides próximas - a pirâmide de degraus de Djoser e a de Unas, o último rei da quinta dinastia. A área onde as tumbas foram encontradas, a sudoeste, estava praticamente intocada.   "Isso significa que o cemitério real é maior do que pensávamos", disse Saleh Suleiman, o arqueólogo responsável pela escavação das tumbas.   Hawass disse que as escavações continuarão e que novas descobertas deverão lançar luz na quinta e na sexta dinastia do Velho Reino, que reinaram há mais de quatro milênios.   Uma das tumbas tem cerca de um metro de largura e 2,75 metros de comprimento, e na entrada há uma longa descrição do homem, Yaamat, para quem foi construída. A segunda tumba tem o dobro do tamanho e inclui inscrições e a imagem de uma mulher sentada.   O arqueólogo britânico Aidan Dodson, que não participou da descoberta, diz que as tumbas em si podem não ser muito significativas, mas que a possibilidade de haver um cemitério muito maior é.

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