Descobertas no campo da ótica rendem Nobel de Física

Os americanos Roy J. Glauber e John L. Hall e o alemão Theodor W. Haensch são os ganhadores do Prêmio Nobel de Física 2005, informou hoje a Real Academia Sueca de Ciências. Glauber foi premiado por conseguir a descrição teórica do comportamento das partículas de luz, uma "contribuição à teoria quântica da coerência óptica".Hall e Haensch foram laureados por desenvolverem um espectroscópio de precisão baseado nos raios laser, o que permite determinar a cor da luz de átomos e moléculas com extrema precisão, o que a Academia considera grandes contribuições ao desenvolvimento da "precisão espectroscópica baseada em laser"."Nossas descobertas têm sobretudo aplicação prática nas telecomunicações e no geoposicionamento", disse o alemão Haensch. Nascido em Heidelberg, Haenschde, de 63 anos, é diretor do Instituto Max-Planck de Óptica Quântica de Garching e professor de Física na Universidade Ludwig-Maximilian de Munique.Glauber, de 80 anos e nascido em Nova York, é professor de Física na Universidade de Harvard, em Cambridge (EUA). Hall, de 71 anos, nascido em Denver, dá aulas no National Institute of Standards and Technology da Universidade do Colorado (EUA).O Nobel de Física, que rende ¢ 1,1 milhão aos laureados, será entregue em 10 de dezembro, aniversário da morte de Alfred Nobel, fundador dos prêmios.ChampanheHaensch comemorou bebendo champanhe com estudantes a notícia de que foi um dos laureados com o Nobel. Mas disse lamentar o pouco tempo para a festa, já que está de viagem marcada para Nova York."Fiquei sem palavras e estou muito, muito feliz. Agora estou tentando aceitar a idéia", assinalou o físico, que acrescentou que ainda não sabe o que fará com o dinheiro do prêmio.O professor da universidade de Munique e diretor do Instituto Max-Planck de Óptica Quântica de Garching, nas proximidades da capital bávara, foi localizado hoje após muita dificuldade, inclusive por seus colaboradores no instituto.Na segunda-feira, o Instituto Karolinska de Estocolmo divulgou o Prêmio Nobel de Medicina, que neste ano foi entregue a dois australianos que descobriram que a bactéria Helicobacter pylori é a principal causadora de úlcera e gastrite.

Agencia Estado,

04 de outubro de 2005 | 11h58

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