Descoberto fóssil de tigre dentes-de-sabre na Venezuela

Achado sugere que os tigres migraram da América do Norte pouco depois que os continentes se juntaram

AP

22 de agosto de 2008 | 18h24

Um antigo poço de piche, exposto quanto funcionários de uma petrolífera venezuelana instalava um oleoduto, revelou uma grande variedade de fósseis, incluindo um tipo de tigre dentes-de-sabre que paleontólogos dizem nunca antes ter sido encontrado na América do Sul. Cientistas dizem que o achado ainda deve render muitas novas descobertas.  Os fósseis têm 1,8 milhão de anos e incluem crânios e maxilares de seis tigres dentes-de-cimitarra - uma variedade do tigre dentes-de-sabre com caninos menores e mas finos que das outras espécies.  Os pesquisadores, liderados pelo paleontólogo venezuelano Ascanio Rincón, anunciaram a descoberta esse mês, dizendo que, além de provar que o tigre viveu ali no passado, o achado também oferece uma rara janela para o meio ambiente pouco após a junção da América do Sul e do Norte.  "O depósito pode ser um dos mais importantes da América do Sul nos últimos 60 anos", disse Rincón. Outros especialistas concordam. "O achado é uma das descobertas científicas mais interessantes da última década", disse Larry D. Martin, da Universidade do Kansas.  O poço é tão largo quanto dois campos de futebol e fica próximo à superfície, no Estado de Monagas. O achado de Rincón, que foi anunciado pela primeira vez em maio, sugere que os tigres dentes-de-sabre migraram da América do Norte para a América do Sul pouco depois que os continentes se juntaram.

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