Descoberto gene que ativa reparação de células

Descoberta explica auto-reparação em processos de grave lesão cerebral, como Alzheimer

Efe

30 de outubro de 2008 | 22h03

Cientistas italianos descobriram que o gene receptor GPR17 exerce um importante papel nas doenças neurodegenerativas ativando a reparação das células em processos de grave lesão cerebral, como o mal de Alzheimer. Esta descoberta, feita por pesquisadores de várias universidades italianas e publicada nesta quinta-feira, 30, pela revista Plos one, explica o fenômeno da auto-reparação celular do cérebro e apresenta novas possibilidades no tratamento das doenças neurodegenerativas. "Ao contrário do que se pensava até agora, o processo de geração de novas células nervosas e de reparação dos circuitos cerebrais também pode começar na idade adulta, com a potencialização deste gene", explicou María P. Abbracchio, responsável pela pesquisa. O estudo dos cientistas italianos analisa a forma na qual se pode ativar a capacidade do cérebro de se reparar: conseguir que as células progenitoras imaturas, semelhantes às células-tronco e também presentes no cérebro adulto, gerem novas células nervosas. Isto é possível graças ao gene GPR17, que permite a algumas células nervosas receber uma espécie de sinal de emergência após o dano cerebral, para que assim se comece o processo de reparação. O estímulo do gene receptor GPR17 "aumenta notavelmente o amadurecimento destas células para formas mais especializadas, com vistas a reformar a mielina", sistema que permite a transmissão dos impulsos nervosos entre diferentes partes do corpo graças a seu efeito isolante, aponta Abbracchio. Os pesquisadores propõem agora oferecer tratamentos aos pacientes com doenças neurodegenerativas - como a esclerose múltipla - que consigam potencializar a atividade do GPR17.

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