Descoberto o mais antigo aglomerado de galáxias, com 9,6 bilhões de anos

Localizado na constelação de Cetus, aglomerado bate recorde anterior em 400 milhões de anos

estadao.com.br

10 Maio 2010 | 18h43

Uma equipe internacional de astrônomos anuncia ter localizado o mais antigo aglomerado de galáxias já encontrado, a 9,6 bilhões de anos-luz da Terra. A luz das galáxias antigas foi detectada por meio de um espectrógrafo de infravermelho. A descoberta é descrita na revista especializada Astrophysical Journal Letters.

 

A equipe, composta por Masayuki Tanaka, do Instituto de Física de Matemática do Universo, sediado em Tóquio; Alexis Finoguenov, do Instituto Max Planck, na Alemanha; e Yoshihiro Ueda, da Universidade de Kyoto, encontrou o aglomerado na constelação de Cetus, a Baleia.

 

Círculos mostram as galáxias que foram confirmadas à distância 9,6 bilhões de anos-luz. Divulgação

 

O grupo mediu as distâncias entre a Terra e uma série de galáxias e comprovou que várias delas haviam se congregado a uma distância de 9,6 bilhões de anos-luz. Como a velocidade da luz no vácuo é constante, isso significa que essas galáxias estavam juntas 9,6 bilhões de anos atrás. O recorde anterior era de 9,2 bilhões de anos.

 

"Embora só tenhamos confirmado que várias grandes galáxias estão a essa distância", disse Tanaka, "há indícios conclusivos de que o aglomerado realmente está unido por gravidade".

 

Um desses indícios é a emissão de raios-X detectada pelo telescópio orbital XMM-Newton. Aglomerados de galáxias abrigam matéria aquecida a temperaturas extremamente altas, a ponto de emitir esse tipo de radiação.

Mais conteúdo sobre:
astronomiagaláxiasraios-X

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.