Descobertos insetos pré-históricos preservados em âmbar

Os insetos foram aprisionados na resina de árvores coníferas do norte da Espanha há 110 milhões de anos

EFE,

24 de julho de 2008 | 14h57

Uma equipe de cientistas do Instituto Geológico e de Mineração  da Espanha descobriram um depósito de âmbar contendo insetos do período Cretáceo, até agora desconhecidos e em "excelente" estado de conservação nos arredores da caverna de El Soplao, na região da cidade de Rábago.   Os insetos foram aprisionados no âmbar há 110 milhões de anos, quando a região espanhola de Cantábria, no norte do país, estava inundada pelo mar e era repleta de lagoas cercadas por florestas de coníferas, que produziram a resina que gerou o depósito.   Segundo os cientistas que anunciaram a descoberta, trata-se de uma das reservas de âmbar mais importantes da Europa, ou talvez do mundo.   Os responsáveis pelo achado - María Najarro, Enrique Peñalver e Idoia Rosales - explicaram que o local reúne um acúmulo "excepcional" de massas de âmbar.   Além de pequenas vespas, moscas, aranhas, baratas e mosquitos, o âmbar de El Soplao preserva ainda uma teia de aranha diferente da encontrada em outra peça de âmbar, descoberta em Teruel e que atraiu grande interesse científico.   Também encerra vestígios fósseis de coníferas e o mais antigo fragmento de âmbar azul conhecido.

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