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Descobertos vestígios de estrelas de 11 bilhões de anos

Para encontrar as supernovas mais distantes, os astrônomos analisaram dados de arquivo de telescópio

08 de julho de 2009 | 16h58

Astrônomos utilizando telescópios baseados no Havaí - o Keck e o CFHT - identificaram remanescentes de duas estrelas que explodiram há cerca de 11 bilhões de anos. Acredita-se que o início do Universo tenha ocorrido há cerca de 14 bilhões.

 

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Segundo o pesquisador Jeff Cooke, da Universidade da Califórnia em Irvine, o estudo da morte dessas estrelas ajudará a entender a evolução do Universo e como seus elementos foram criados e distribuídos para as gerações seguintes de estrelas e planetas.

 

Ele acrescentou que, embora as duas explosões detectadas pelos equipamentos no Havaí possam ser as mais antigas já registradas, a mesma técnica desenvolvida para identificá-las poderá permitir a descoberta de eventos ainda mais antigos.

 

Cooke criou o novo método para estudar a morte explosiva de estrelas que têm de 50 a 100 vezes a massa do Sol. As estrelas genitoras desse tipo de supernova, do tipo IIn, são especiais porque descartam a maior parte de seu material no espaço pouco antes de morrer. Quando a estrela finalmente explode, ela elimina o material restante, que colide com o gás expelido anteriormente. O choque torna o remanescente tão brilhante que seu brilho pode ser detectado muitos nãos após o fim da estrela.

 

Para encontrar as supernovas mais distantes, os astrônomos analisaram dados de arquivo da CFHT Legacy Survey para identificar quatro objetos extremamente distantes que pareciam ganhar e perder brilho com o tempo, lembrando supernovas distantes.

 

Os astrônomos empilharam e misturaram um ano de imagens feitas pelo CFHT de um mesmo trecho do céu, fazendo isso para quatro diferentes anos. Empilhando as imagens numa única foto composta permitiu à equipe detectar objetos de brilho mais fraco, e sondar o passado do Universo. "É como uma máquina fotográfica onde se abre o obturador por muito tempo. Isso permite coletar mais luz com uma exposição maior", explica Cooke.

 

Comparando as imagens compostas dos quatro anos, a equipe identificou quatro potenciais supernovas. Com os equipamentos do Keck, os astrônomos confirmaram as duas estrelas de 11 bilhões de nãos atrás.

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