Descobertos vulcões ativos e ricos em minério no Pacífico

Eles ficam a um quilômetro de profundidade e medem 50 quilômetros de comprimento e 4 mil metros de altura

Efe

19 de junho de 2008 | 15h29

Cientistas australianos e norte-americanos descobriram dois vulcões submarinos, ativos e com grandes reservas minerais, próximos à pequena nação insular de Fiji, no Pacífico Sul. A Organização Australiana de Investigação Científica e Industrial (CSIRO) informou nesta quinta-feira, 19, que os vulcões se encontram a um quilômetro de profundidade e medem 50 quilômetros de comprimento e 4 mil metros de altura.  Suas crateras ativas ficam entre 1.100 e 1.500 metros abaixo da superfície do oceano, em uma área chamada Cuenca Norte de Lau, entre Tonga, Fiji e Samoa.  Juntamente à riqueza mineral, o descobrimento "nos dá um modelo do que aconteceu há milhões de anos e explica como se formaram os depósitos de minerais preciosos explorados na atualidade em lugares como Broken Hill ou Mount Isa", segundo Richard Arculus, professor de Geologia da Universidade Nacional da Austrália.  Arculus participou da expedição que descobriu os vulcões, financiada parcialmente por empresas de exploração mineral, realizada no chamado "Anel de Fogo do Pacífico". Durante seis semanas, o barco de investigação Southern Surveyor tirou imagens digitais do subsolo marinho, realizou um mapa topográfico, analisou formações rochosas e observou a atividade térmica, até que descobriram os dois vulcões.  Os cientistas do CSIRO esperam também que os dois vulcões, batizados de Dugong (peixe-boi) e Lobster (lagosta), dêem respostas sobre outros depósitos minerais ainda não descobertos na Austrália e outros lugares do planeta.  Segundo os especialistas, não é possível que os vulcões, que emitem fumaça preta contendo chumbo, zinco, cobre e ouro, produzam tsunamis, e o perigo, se houver, seria que as montanhas ruíssem.

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