Desmatamento na Amazônia cresce 6% e surpreende

A Amazônia perdeu 26.130 quilômetros quadrados de área de floresta entre agosto de 2003 e agosto de 2004. O número está bem acima do que havia sido planejado pelo governo.Ano passado, a previsão era de que a taxa de desmatamento teria um crescimento de 2%, mas o índice consolidado registrado foi de 6%, índice igual ao registrado no período de 2002-2003."É um número bem acima do que esperávamos", reconheceu a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. "Mas acreditamos que no próximo levantamento, os dados já serão diferentes".O ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, também preferiu uma avaliação otimista: "Estávamos andando num carro que ia a 27 quilômetros por hora. Já conseguimos reduzir a velocidade para 6 quilômetros horários", disse, referindo-se à taxa de crescimento do desmatamento entre 2001 e 2002, que era de 27%."A redução do desmatamento não se faz da noite para o dia. Vamos continuar trabalhando."Mato GrossoO levantamento apresentado nesta quarta-feira mostrou que Mato Grosso foi o responsável pela maior extensão de desmatamento: 12.586 quilômetros quadrados, o que representa um acréscimo de 20% do número apresentado no levantamento anterior.Em segundo lugar veio o Pará, com 6.724 quilômetros quadrados. Apesar de ainda apresentar uma grande extensão de área desmatada, o Pará apresentou uma boa surpresa neste levantamento: o ritmo de desmatamento foi reduzido em 2%, em relação ao levantamento anterior.Tocantins também apresentou queda expressiva: 44%. No Amazonas, a redução foi de 39% no ritmo do desmatamento.Além de Mato Grosso, Rondônia teve um aumento considerável no índice de desmatamento: 23%.A cidade de Aripuanã (MT), foi a campeã de devastação: 346,51 hectares. Em seguida, estão Novo Progresso (PA), com 311,42 hectares de floresta destruída, e Altamira (PA), com a perda de 290,6 hectares.   estatísticas sobre florestas

Agencia Estado,

18 de maio de 2005 | 21h20

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.