Desmatamento na Amazônia é o segundo maior da história

A área desmatada na Amazônia no período 2002-2003 é a segunda maior já registrada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe): 23.750 quilômetros quadrados, segundo estimativa divulgada hoje pelos ministros do Meio Ambiente, Marina Silva, e da Casa Civil, José Dirceu. O recorde continua sendo o de 1994-1995, de 29.059 quilômetros quadrados.Entre agosto de 2002 e agosto de 2003, o ritmo de desmatamento na Amazônia Legal cresceu 2%, em comparação com os 12 meses anteriores. O Inpe confirmou que, entre agosto de 2001 e agosto de 2002, foram destruídos 23.266 quilômetros quadrados de floresta.Embora agora a área desflorestada tenha aumentado, houve diminuição no ritmo de crescimento. Entre os períodos 2000-2001 e 2001-2002, a expansão ficou em 28%. "Os dados são graves e precisam ser enfrentados", disse Marina. "A boa notícia é termos tido um freio na tendência que tinha se colocado para 2003. Conseguir uma freada no ritmo é altamente relevante e significativo."Mato Grosso é o Estado campeão de desflorestamento, seguido por Pará e Rondônia. O secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, disse que a pecuária é a atividade econômica mais devastadora da floresta, seguida pelas lavouras de soja. Outro problema é a extração ilegal de madeira. O desmatamento, segundo o governo, avança junto com a grilagem de terras, o trabalho escravo e a sonegação fiscal.Os ministros anunciaram medidas para conter o ritmo de desflorestamento, mas não divulgaram metas de preservação para o próximo ano. O plano de combate ao desmatamento envolve 13 ministérios e prevê que o número de bases de fiscalização do Ibama em áreas de risco na Amazônia aumentará de 4 para 19 já neste mês. Com isso, a fiscalização estará presente em cerca de 80% das áreas com maior concentração de desflorestamento. O Ministério da Defesa dará suporte logístico, fornecendo helicópteros para a fiscalização.

Agencia Estado,

07 de abril de 2004 | 20h45

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