Despojos da Segunda Guerra ameaçam as águas do Pacífico

Centenas de navios de guerra afundados durante a Segunda Guerra ameaçam poluir lagunas e recifes do Pacífico, numa escala em que poucos países pobres da região podem enfrentar, segundo avisaram, hoje, autoridades ambientais.Os despojos, que vão de aviões militares, passando por navios de grande porte a pequenos cargueiros, jazem espalhados por águas territoriais de mais de uma dúzia de arquipélagos, que serviram de cenário para o combate entre americanos e japoneses. A principal agência ambiental da área, South Pacific Regional Environmental Program, diz num relatório divulgado hoje que a ameaça é ilustrada pelo óleo combustível que começou a vazar, em 2001, do USS Mississinewa, um cargueiro americano afundado em 1944 na laguna do Atol Ulithi, nos Estados Federados da Micronésia. O derramamento da carga do navio de 553 pés (166 metros de comprimento) em uma laguna altamente piscosa, fonte de alimento para os cerca de 700 habitantes do atol, induziu as autoridades a efetuar uma pesquisa que identificou 857 barcos e aviões naufragados, incluindo mais de 70 dos EUA, Japão e Austrália afundados em Guadalcanal, nas Ilhas Salomão, durante a batalha que durou de 1942 a 1943.Os naufrágios localizados também incluem 77 em Palau, 150 na Micronésia e 64 nas Ilhas Marianas do Norte. Segundo a agência ambiental, exceto pelas Ilhas Fiji, Papua Nova Guiné e Niue, nenhum dos países-ilhas da região têm equipamentos para despoluir o oceano.

Agencia Estado,

06 de fevereiro de 2004 | 15h46

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