Detector de raio começa a ser vendido em dezembro

A partir de dezembro será comercializado nomercado nacional um aparelho detector de raios que pode prevenir mortes e prejuízosfinanceiros.O detector de tempestades, como é chamado, foi lançado nesta semana durante a Conferência Internacional sobre Aterramentos Elétricos no Rio de Janeiro.Criado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de PesquisasEspaciais (Inpe), o detector levou três anos para ficar pronto e passou por testes comdescargas elétricas naturais no Inpe em São José dos Campos e com descargasinduzidas no Laboratório de Testes em Cachoeira Paulista (SP).Utilizando somente tecnologia brasileira, o aparelho, do tamanho de uma caixa de sapato, é formado por sensores que detectam os raios a uma distância de 50 quilômetros em um intervalo de tempo que pode variar de 5 a 30 minutos.Segundo o pesquisador e diretor do Grupo de Eletricidade, Osmar Pinto Júnior, a radiação emitida pelos raios permite que os sensores detectem o tipo da tempestade que se aproxima edisparem um alarme, que pode ser sonoro ou visual.?A partir do aviso é possível se proteger, desligar aparelhos, enfim, prevenir prejuízos maiores?.Segundo estudos do Inpe as descargas elétricas matam, por ano no Brasil, cerca decem pessoas e mais de mil animais. Quanto aos prejuízos financeiros provocados pelaação dos raios em equipamentos, estudos mostram que passam de 200 milhões dedólares.A intenção é que o detector de tempestades reduza esses números, possibilitando que as pessoas se protejam de qualquer prejuízo.A invenção será comercializada a partir de dezembro pela empresa Indeleth do RioGrande do Sul. ?Será vendida por cerca de 1.500 reais, e o próprio consumidor poderáinstalar? garante o pesquisador.Ele diz que os principais compradores da novidadeserão as empresas que necessitam proteger seus equipamentos, os criadores,preocupados em manter vivo o rebanho, além de clubes, parques, campos de futebol,escolas.?O aparelho tem um dispositivo que desliga os outros aparelhos, casonecessário, para que não queimem com a descarga elétrica?.Para este verão o pesquisador acredita que a quantidade de raios seja semelhante ado ano passado e menor do que no ano 2000, quando na capital paulista, por exemplo,foram registradas cerca de 40 mil descargas elétricas.

Agencia Estado,

08 de novembro de 2002 | 17h42

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