Diálogo com cultura asiática é necessário, diz papa Bento XVI

O pontífice afirmou ainda que diálogo deve occorer em que a Igreja perca a identidade cristã

Efe

14 de maio de 2008 | 15h26

O papa Bento XVI afirmou nesta quinta-feira, 14, que é necessário o diálogo com as religiões asiáticas, mas sem perder a identidade cristã.   Bento XVI afirmou isto durante a catequese que realizou na tradicional audiência que celebra nas quartas-feiras na Praça de São Pedro e na qual continuou com o ciclo de mensagens sobre os "Pais da Igreja".   O papa afirmou que o Pseudo-Dionísio Areopagita foi um teólogo do século VI cuja intenção foi "colocar a sabedoria grega a serviço do Evangelho, ajudar no encontro entre a cultura e a inteligência grega e o anúncio de Cristo".   "Segundo o Pseudo-Dionísio Areopagita, para conhecer a Deus de forma completa, o verdadeiro teólogo tenta reunir em primeiro lugar tudo o que a Bíblia diz sobre ele. No entanto, como nenhuma qualificação expressa plenamente o mistério de Deus, se chega a uma teologia chamada negativa, que afirma melhor o que Deus não é", declarou.   Para o Papa, existe "uma proximidade entre o pensamento do Aeropagita e o das religiões asiáticas", o que faz com que este teólogo "possa ser na atualidade um mediador como foi entre o espírito grego e o Evangelho".   "É necessário entrar em diálogo com as novas culturas para assumir o que têm de valor, mas sem comprometer por isto a identidade cristã, fundada na Revelação", acrescentou.

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