Nasa
Nasa

Diamantes em meteorito revelam pistas de antigo planeta do Sistema Solar

Fragmentos fizeram parte de um corpo de um tamanho entre o de Mercúrio e o de Marte e foram encontrados em deserto no Sudão

O Estado de S.Paulo

17 Abril 2018 | 17h24

LAUSANNE - Diamantes encontrados em fragmentos do meteorito Almahata Sitta, que caiu na Terra no Deserto da Núbia, no Sudão, em 2008, revelam que ele pode ter sido parte de um antigo planeta do Sistema Solar já desaparecido, segundo um estudo publicado nesta terça-feira, 17, pela revista Nature Communications.

+++ Chuva de meteoros intensa será visível no próximo domingo

Um grupo da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, analisou amostras de diamante fraturadas em pequenos cristais em alguns dos ureilitos que foram coletados há dez anos.

+++ Cientistas pesquisam meteorito achado no interior de São Paulo

Um telescópio da Agência Espacial Americana (Nasa, na sigla em inglês) no Estado do Arizona detectou em outubro de 2008 o asteroide 2008 TC3, de cerca de quatro metros de diâmetro, que se desintegrou ao entrar na atmosfera terrestre.

+++ Meteorito cai perto de Detroit, nos EUA, e provoca tremor de 2 graus na escala Richter

Os fragmentos recuperados - batizados de forma coletiva como Almahata Sitta ("Estação Seis", na língua local) em referência a uma estação de trem próxima do lugar do impacto - foram objeto de estudo desde então.

A partir dos dados obtidos com um microscópio eletrônico de transmissão, os pesquisadores suíços concluíram agora que algumas dessas rochas contêm diamantes que se formaram sob pressões muito elevadas, acima de 20 gigapascais.

Isso indica que os fragmentos fizeram parte, em algum momento, de um corpo de um tamanho entre o de Mercúrio e o de Marte, o que encaixa com as características dos protoplanetas que, segundo os modelos astronômicos, formavam o Sistema Solar em seus primeiros dez milhões de anos de existência.

Os resultados do estudo apontam que esta pode ser a primeira evidência física da existência desses antigos planetas embrionários, como ressalta a Nature Communications. /EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.