Dioceses do Brasil recebem símbolos da Jornada Mundial da Juventude

Em entrevista coletiva, cardeal d. Odilo falou da vinda da cruz e do ícone da Virgem Maria, que serão recebidos com festa no País, a partir do dia 18 de setembro

José Maria Mayrink

31 Agosto 2011 | 20h14

Os dois símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) - uma cruz de madeira de 3,5 metros de comprimento e um ícone da Virgem Maria - percorrerão a maioria das dioceses brasileiras e as capitais da Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, antes de chegarem ao Rio, próxima sede do encontro dos jovens com o papa, em julho de 2013.

O cardeal d. Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo e presidente do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), disse ontem, em entrevista coletiva, que a extensão do País e o grande número de dioceses brasileiras explicam a antecipação da vinda da cruz e do ícone, que serão recebidos com festa, no Campo de Marte, no próximo dia 18. Normalmente, os dois símbolos chegam ao país sede da JMJ no Domingo de Ramos do ano da celebração do encontro.

Será um grande evento de evangelização, intitulado Bote Fé, das 9 horas às 21 horas, no Parque de Materiais da Aeronáutica, com shows de padres cantores, reflexões de testemunhos de peregrinos que participaram da JMJ, em Madri, há duas semanas. Do Campo de Marte, a cruz e o ícone serão levados para a Catedral da Sé e, posteriormente, para outras igrejas da capital.

O secretário-geral do Regional Sul 1, d. Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar de São Paulo, informou na coletiva que as 41 dioceses paulistas já estão se preparando para receber os símbolos da JMJ. Depois do Estado de São Paulo, a cruz e o ícone irão para Minas, para em seguida percorrer, nos próximos 23 meses, todas as regiões do País.

D. Odilo lembrou que a cruz de madeira foi entregue pelo papa João Paulo II aos jovens em 1984, dois anos antes da realização da primeira JMJ em Roma. A exemplo de seu antecessor, que participou dos encontros enquanto teve saúde, Bento XVI tem comparecido da JMJ. No encerramento do encontro de Madri, ele anunciou que virá ao Rio, em 2013. Será sua segunda viagem ao Brasil - a primeira foi em 2007, quando esteve em São Paulo e em Aparecida (SP).  

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