Diretor de empresa que poluiu rios é solto

O Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro revogou a prisão preventiva de Felix Santana, diretor-administrativo da Florestal Cataguazes, empresa mineira responsável pelo desastre ambiental que afetou oito municípios fluminenses, parte da zona da mata mineira e Marataízes, no Espírito Santo.O pedido de habeas-corpus foi julgado na segunda-feira à noite pelo desembargador federal Poul Erik Dyrlund. Preso havia nove dias, Santana foi solto na tarde desta terça-feira, em Campos. A decisão da Justiça Federal também beneficia o proprietário da empresa, João Gregório do Bem, que estava foragido. Os bens dos dois empresários permanecem indisponíveis e eles estão proibidos de deixar o País.Santana foi indiciado por crime ambiental pelo vazamento de 1,2 bilhão de litros de rejeitos tóxicos nos rios Pomba e Paraíba do Sul. Responsável pela prisão de Santana, detido em São Paulo, o delegado Carlos Pereira, titular da Polícia Federal em Campos, disse hoje que o inquérito sobre o caso deve ser encerrado na próxima semana. ?Existe um laudo comprovando que os proprietários já sabiam do risco de rompimento do reservatório desde 1999?, disse o delegado.

Agencia Estado,

15 de abril de 2003 | 20h23

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