Diretor do LHC é 'Personalidade Científica do Ano' pela Nature

Revista considerou que Lyn Evans foi quem 'fez mais que que qualquer outra para construir o acelerador'

Efe

17 de dezembro de 2008 | 16h02

A revista científica britânica Nature nomeou como "Personalidade Científica do Ano" o diretor do projeto do acelerador de partículas LHC do Laboratório Europeu de Física de Partículas (Cern) de Genebra, Lyn Evans, e considerou a microscopia fluorescente o "Método do ano". Veja também:LHC só deve voltar a funcionar no segundo semestre de 2009 Brasileiro explica o experimento na Suíça   Entenda o LHC Com a menção de "Personalidade Científica do ano", a publicação pretende "celebrar" o papel que os indivíduos desempenham na ciência, e em particular, na discussão pública sobre ela. Segundo a Nature, Lyn Evans recebeu o prêmio por ser a pessoa que "fez mais que qualquer outra para construir o acelerador de partículas mais potente e inovador". Durante quase 15 anos, Evans trabalhou como diretor do projeto do LHC, uma máquina cuja função é acelerar prótons até quase a velocidade da luz para fazê-los colidir e assim avançar no conhecimento da física. A construção desta máquina, de 27 quilômetros e que custou 2,4 bilhões de euros, terminou em setembro, quando começaram a circular os primeiros prótons, embora uma avaria a tenha deixado inutilizada até o próximo verão do Hemisfério Norte. A Nature explica, em artigo, que Evans esteve presente em todo o processo de pesquisa e construção do LHC: desde seu desenho até a construção, passando pelas negociações com as 20 nações integrantes do Cern para conseguir financiamento. A revista afirma que Evans foi um "firme guia" para o projeto e elogia sua "destreza técnica" e sua inteligência política, "vitais" para a finalização do projeto. Por outra parte, a Nature selecionou a microscopia fluorescente de super resolução como "Método do ano" por "revolucionar o estudo da biologia molecular e celular", concretamente do interior das células vivas. Até há pouco tempo, os cientistas pensavam que a microscopia luminosa não podia oferecer imagens com maior resolução do chamado limite de difração, um limite físico dependente da longitude de onda. As técnicas de microscopia fluorescente podem ser utilizadas para "romper" essa barreira, o que significa que se podem observar estruturas celulares vivas a uma resolução de nanômetros (milionésimo de milímetro). A Nature afirma que esta técnica está "na fila" para sua popularização na pesquisa biológica e que tem um "impressionante potencial".

Tudo o que sabemos sobre:
CIÊNCIAnATURElhc

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.