Discussões ocasionais entre casais podem prolongar a vida

A longevidade é maior quando uma ou as duas partes manifestam seus ressentimentos e resolvem os conflitos

Efe,

23 de janeiro de 2008 | 04h40

Discutir de vez em quando com seu parceiro pode não só resolver algum problema, mas também garantir alguns anos a mais de vida. Esse é o resultado de um estudo preliminar da Escola de Saúde Pública e do Departamento de Psicologia da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.   A pesquisa, publicada pela revista Journal of Family Communication, assinala que nos casamentos em que os parceiros guardam seus ressentimentos há uma maior possibilidade de uma morte prematura. No entanto, a longevidade é maior nos relacionamentos em que uma ou as duas partes manifestam seus ressentimentos e resolvem os conflitos.   Os cientistas acompanharam 192 casais por 17 anos e os "catalogaram" em quatro grupos: no primeiro, os dois comunicam suas indignações, no segundo e terceiro, um dos dois se expressa e o outro se reprime, e no último, os dois parceiros não reagem a um ataque ou provação do outro.   Foram registradas 13 mortes nos 26 casais do último grupo, e nos outros 166 casais ocorreram 41 mortes.   Em 27% dos casais em que ambos reprimiram seus sentimentos, um de seus membros morreu no período do estudo, e em 23% os dois faleceram durante os 17 anos.   No entanto, apenas 19% dos outros três grupos combinados viram a morte de um membro do casal durante o período de estudo.   Quando os dois cônjuges reprimem sua indignação a um ataque ou uma crítica injusta do outro, a morte prematura é duas vezes mais provável que nos outros grupos, segundo Ernest Harburg, professor da Universidade de Michigan e diretor do estudo.   Harburg explicou que a pesquisa foi centrada em críticas ou ataques que uma das partes considerou injustos ou inadequados.   Quando a crítica foi considerada justa, a vítima não se indignou ou guardou rancores de qualquer tipo, afirmou o cientista.   Harburg admitiu que as conclusões do estudo são preliminares, mas indicou que já está sendo preparada outra pesquisa que incluiria um período de análise de 30 anos.

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