DNA dos mamíferos encolheu após extinção de dinossauros

O grupo estudou o genoma de sete espécies de mamíferos, oito animais que não são mamíferos e três plantas

28 de julho de 2009 | 15h50

Evidências encontradas nos cromossomos de animais e plantas indica que apenas um grupo - os mamíferos - viu seu genoma encolher após a extinção dos dinossauros. E a tendência continua até hoje, dizem cientistas ad Universidade de Indiana em Bloomington, na primeira edição de uma nova publicação científica, Genome Biology and Evolution.

 

especial Jogue o jogo da seleção natural

documento Independent Mammalian Genome Contractions Following the KT Boundary (íntegra do artigo científico)

 

A descoberta parece chocar-se com a constatação de que, nos últimos 65 milhões de anos, os mamíferos aumentaram em população e em diversidade, e dominaram uma ampla de gama de ambientes. Mas, dizem os autores do trabalho, é esse sucesso que pode explicar a contração do genoma.

 

"Populações maiores tornam a seleção natural mais eficiente", diz o biólogo Michael Lynch, principal autor do estudo, em nota divulgada pela universidade. "Se estivermos certos, mostramos como unir informação genômica antiga ao registro paleontológico para descobrir mais sobre o passado".

 

Lynch diz ainda que os dados que sua equipe analisou sugere que o genoma humano ainda está passando por contração, embora não se devam esperar mudanças perceptíveis nos cromossomos humanos antes que se passem alguns milhões de anos.

 

O grupo estudou o genoma de sete espécies de mamíferos, oito animais que não são mamíferos e três plantas, analisando especificamente as repetições terminais longas, ou LTRs, de elementos transponíveis, um tipo de sequência genética inicialmente inserida nos genomas por vírus. Esses elementos transponíveis frequentemente perdem função logo depois de serem inseridos, mas são muito comuns.

 

Com o passar do tempo, diz Lynch, os elementos transponíveis acabam se perdendo do genoma, às vezes por acidente e às vezes, talvez, por seleção natural contra "excesso de bagagem" no DNA.

 

Traçando um gráfico dos LTRs de 17 espécies, recentes e antigas, Lynch e seus colegas geralmente viam uma curva com muitos novos elementos transponíveis surgindo e uma perda dramática dos elementos antigos.

 

Mas não na maioria dos mamíferos. Em humanos, macacos, vacas, cães e camundongos, a equipe de Lynch observou uma curva com um pico nos LTRs de "meia idade" e quedas abruptas tanto na quantidade dos mais antigos quanto dos mais novos.

 

O número surpreendentemente baixo de LTRs novos, diz Lynch, indica uma contração no tamanho geral do genoma das linhagens dos mamíferos estudados. Para o pesquisador, a melhor explicação para o fato seria uma intensificação da seleção natural por conta da maior pressão populacional.

Tudo o que sabemos sobre:
dnagenomavírusmamíferodinossauro

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.