Dois santuários para os raros tigres chineses

A China abriu duas reservas para os raros e ameaçados tigres chineses, num esforço de salvar da extinção uma espécie com menos de 30 animais ainda sobrevivendo na natureza, anunciou, hoje, o governo chinês.As reservas da China central receberão tigres nascidos em cativeiro, que serão enviados de parques da África do Sul, segundo a Agência Nova China. Cerca de 60 tigres vivem nesses zoológicos.As reservas nas províncias de Jiangxi e Hunan foram criadas com a ajuda de um grupo ambientalista, a International Federation for Salvage of Chinese Tigers. Os pesquisadores passaram dois anos procurando, em nove regiões chinesas, o melhor lugar para instalar as reservas. Elas cobrem 180 quilômetros quadrados e 100 quilômetros quadrados, respectivamente. E receberão estoques de animais selvagens para manter o hábito de caça dos tigres, segundo a Nova China. Não foi divulgado o custo dessas reservas ou se serão abertas à visitação pública.Os tigres chineses pertencem a um subgrupo de grandes felinos que também inclui o raro tigre siberiano, encontrado no norte da China, extremo leste da Rússia e Península da Coréia. O esforço para salvar o tigre chinês reflete a nova preocupação da China com o rápido desaparecimento de seu meio ambiente, depois de décadas de apoio oficial à derrubada de florestas e exploração de bens naturais para atender à agricultura e ao crescimento industrial.?Os tigres chineses preferem viver nas planícies, embora tenham sido forçados a migrar para as florestas quando seu habitat foi tomado para usos agrícola e industrial?, diz Quan Li, fundador do grupo ambientalista inglês. ?É por isso que estão, atualmente, à beira da extinção.?Os pesquisadores chineses estão também tentando repor o número de tigres siberianos. Não mais de 400 sobreviveram, segundo se acredita. Mas um foi fotografado pela primeira vez na natureza, o que sugere que seu número esteja crescendo.

Agencia Estado,

17 de maio de 2004 | 15h08

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