Dom Orani diz que será enorme responsabilidade trabalhar junto ao papa

O arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, disse nesta segunda-feira que foi surpreendido com a notícia de sua nomeação como cardeal e que será uma grande responsabilidade trabalhar junto ao papa Francisco.

Reuters

13 Janeiro 2014 | 19h54

O papa nomeou no domingo 19 novos cardeais de várias partes do mundo, incluindo de Brasil, Argentina e Chile. Dezesseis deles são "cardeais eleitores" com menos de 80 anos, aptos a participar de um conclave para eleger um papa.

"É mesmo um peso a mais do cargo, da missão, você sabe que além do trabalho da arquidiocese você tem também que estar junto com o Santo Padre naquilo que são as preocupações universais da Igreja", afirmou dom Orani a jornalistas.

O arcebispo, que ficou sabendo da nomeação pela televisão, disse que não soube com antecedência que seria indicado para o colégio cardinalício e brincou, dizendo que não recebeu nenhuma ligação do papa.

"Eu soube pelo papa (com o anúncio) que ele fez ali na Praça São Pedro (Vaticano). Eu escutei ele falar meu nome. Mas sobre ele ter me ligado, telefonado... só se ele ligou e eu não consegui atender", disse ele, bem humorado.

"Sozinho, depois que passa todo mundo, você pensa na sua responsabilidade, naquilo tudo que você tem que enfrentar para frente, e tudo mais, e pede a Deus na última oração do dia que me ajude a levar pra frente essa missão", afirmou.

Segundo dom Orani, ele terá a oportunidade de trabalhar em conjunto com o papa e de levar ao pontífice notícias "não só do Rio, mas do Brasil, do povo e tudo mais, de tudo o que acontece" no país.

Dom Orani esteve ao lado do papa na maior parte da Jornada Mundial da Juventude, realizada no Rio de Janeiro, em julho do ano passado, com a participação de centenas de milhares de fiéis de todas as partes do mundo.

"É mesmo uma partilha estar junto com o Santo Padre, o que é muito agradável. Pelo o que pude conviver, assim, é muito preocupado, responsável, e ao mesmo tempo muito aberto a escutar as opiniões.

O arcebispo do Rio reafirmou as intenções do papa Francisco em se aproximar do povo cada vez mais, facilitar o diálogo entre a sociedade e o mundo de hoje, promover o aprofundamento da fé e fazer com que "essa fé se traduza em atos e atividades".

"A igreja não vai poder mudar aquilo que é a sua essência, mas ir ao encontro das pessoas naquilo que é a sua realidade", disse.

Os cardeais serão formalmente nomeados em uma cerimônia em 22 de fevereiro, conhecida como consistório.

(Reportagem da Reuters TV; texto de Bruno Marfinati; edição de Eduardo Simões)

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