Droga para mulheres sem ovário é vetada nos EUA

Especialistas de Departamento de Fármacos e Alimentos (FDA, em inglês) dos Estados Unidos negaram, nesta quinta-feira, a liberação da droga Intrinsa, da empresa Procter & Gamble. O medicamento ativa a libido e restabelece o apetite sexual de mulheres que tiveram seus ovários retirados.A alegação para a negativa é a de que há pouca informação sobre o medicamento. A FDA solicitou mais estudos que confirmem não somente que os objetivos da droga sejam atingidos. Mas, sobretudo, que ela não provoque contra-indicações a longo prazo.O medicamento, em forma de adesivo, é destinado a mulheres que retiraram o útero ou os ovários e também àquelas que tomam pílulas de estrógeno. O Intrinsa compensa a falta de produção de hormônios causada pela ausência dos órgãos. Mas especialistas acreditam que mesmo aquelas que não apresentem essas condições também façam uso da droga - fenômeno observado em sua versão masculina com o Viagra.A empresa assegurou que não tem conhecimento de problemas gerados pelo uso de seu produto. A representante da Procter & Gamble ainda acrescenta que "é comum haver perguntas sem respostas na aprovação de um medicamento". Contudo, o argumento não convenceu os especialistas da FDA, que decidiu, por unanimidade, requerer mais provas clínicas de segurança do Intrinsa.

Agencia Estado,

02 de dezembro de 2004 | 21h00

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