Droga usada contra rejeição de órgão faz rato viver mais

Droga não poderia ser usada com essa finalidade em seres humanos. Ela reprime o sistema imunológico

AP,

08 de julho de 2009 | 15h03

Uma droga usada para evitar refeição de órgãos em transplantes pode aumentar de modo significativo a expectativa de vida de camundongos idosos, informa pesquisadores do Estados Unidos.

 

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O Instituto Nacional de Envelhecimento está testando drogas com potencial para prolongar a vida de camundongos. A rapamicina é a primeira a funcionar tanto em machos quanto em fêmeas, de acordo com estudo publicado na revista Nature.

 

A droga não poderia ser usada com essa finalidade em seres humanos. Ela reprime o sistema imunológico humano para evitar que o corpo do receptor ataque o órgão transplantado, o que aumenta o risco de infecções.

 

Os pesquisadores não aplicaram a droga aos camundongos antes que eles chegassem aos 600 dias de idade, o equivalente a 60 anos em termos humanos. A despeito disso, a rapamicina pareceu funcionar, disse o principal autor do estudo, David Harrison, do Jackson Laboratory.

 

O resultado surpreendeu o gerontologista George Martin, da Universidade de Washington, que não tomou parte no estudo.

 

Fêmeas que receberam rapamicina viveram 14% mais que as que não receberam a droga. Para machos, o ganho foi de 9%.

 

A rapamicina foi descoberta originalmente no solo da Ilha da Páscoa, que também é conhecida como Rapa-Nui, e deve o nome a essa denominação tradicional da ilha.

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