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REUTERS/Pilar Olivares
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Eclipse lunar total e maior superlua do ano acontecem de forma simultânea nesta quarta; veja fotos

Devido à simultaneidade dos fenômenos, em alguns países será possível observar a maior superlua do ano com um toque avermelhado

Daniel Reis, especial para o Estadão

25 de maio de 2021 | 20h00
Atualizado 26 de maio de 2021 | 11h54

Comparada às outras luas cheias do ano, a desta quarta-feira, 26, será maior e mais brilhante. O responsável é o fenômeno conhecido como “superlua”. Em alguns países, também será possível observar um eclipse lunar total, que não acontecia desde janeiro de 2019 e, em determinado momento, dará à Lua uma cor avermelhada. Entenda mais sobre esses dois fenômenos:

O que é uma superlua?

A superlua ocorre quando a fase da Lua cheia coincide com o perigeu - ponto da órbita da Lua no qual ela se encontra mais próxima do nosso planeta. A combinação faz com que o satélite natural pareça 7% maior e 15% mais brilhante do que a média.

No evento desta semana, ela estará a pouco mais de 357 mil quilômetros da Terra, enquanto a média é de aproximadamente 384 mil quilômetros. Além disso, se comparada à superlua do mês passado, a desta quarta estará a cerca de 155 quilômetros mais próxima do nosso planeta, diferença que, mesmo imperceptível a olho nu, lhe concede o posto de maior superlua de 2021.

Onde será possível visualizar a superlua?

O fenômeno poderá ser observado em todo o mundo caso o céu esteja limpo.

O que é um eclipse lunar total?

O eclipse lunar acontece quando a Terra se posiciona entre o sol e a lua, impedindo que o astro-rei ilumine diretamente o satélite. Quando a sombra do globo terrestre encobre totalmente a Lua, ocorre o eclipse lunar total. Nesta quarta, a fase total durará apenas 15 minutos.

Em um primeiro momento, antes e depois de atingir o seu estado total, o eclipse lunar será parcial, já que a sombra da Terra encobrirá gradualmente o disco da Lua, de acordo com o movimento do nosso planeta e do seu satélite natural ao redor do Sol. Veja aqui.

Por que a lua ficará vermelha?

Os eclipses lunares totais também são conhecidos como “luas de sangue”, pois em determinado momento o satélite ganha uma cor avermelhada e enferrujada. O professor Roberto Costa, do Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo (USP), explica que o motivo desse fenômeno é a atuação da atmosfera da Terra como um filtro.

“Essa cor avermelhada adquirida pela Lua durante o eclipse lunar total não é nenhuma mágica. É que a atmosfera da Terra funciona como uma espécie de filtro, que joga a parte vermelha da luz do Sol para Lua.”, observa o professor.

De acordo com Roberto da Costa, a atmosfera terrestre tem a particularidade de refletir mais os tons azuis – por isso o céu é azul durante o dia – e deixar passar com mais facilidade os tons vermelhos.

Onde será possível observar o eclipse lunar?

Austrália, Nova Zelândia e Ilhas do Pacífico serão os melhores locais para se observar o eclipse lunar total. Em algumas partes do território brasileiro será possível observar a fase parcial do eclipse a partir das 6h45 (horário de Brasília), como nos três Estados da região Sul, na região oeste do Estado de São Paulo, no Centro-Oeste (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e no Norte (Rondônia, Amazonas, Roraima e Acre). A visualização será melhor nos Estados mais a oeste, especialmente em parte do Amazonas e no Acre.

É comum o eclipse lunar total ocorrer simultaneamente a uma superlua? 

O eclipse lunar total e a superlua são fenômenos independentes que, de vez em quando, ocorrem simultaneamente. Curiosamente, o último eclipse lunar total também coincidiu com uma superlua.

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