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AP Photo/Natacha Pisarenko
AP Photo/Natacha Pisarenko

Eclipse solar é visto parcialmente no Brasil nesta tarde de segunda-feira

Fenômeno total foi observado no Chile, na Argentina e no sul dos oceanos Pacífico e Atlântico; confira imagens

Renata Okumura, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2020 | 12h52
Atualizado 14 de dezembro de 2020 | 16h07

SÃO PAULO - Eclipse solar é visto parcialmente no Brasil na tarde desta segunda-feira, 14. Muitos internaturas, porém, reclamaram do excesso de nuvens no céu que atrapalhou ainda mais a visão parcial do fenômeno. Mais cedo, a Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) transmitiu o eclipse observado de forma total na Argentinano Chile e no sul dos oceanos Pacífico e Atlântico. As cidades chilenas de Temuco e Villarrica estavam entre os melhores locais para acompanhar o espetáculo natural. Em cidades do sul dos dois países, o céu escureceu completamente por aproximadamente dois minutos.

O fenômeno que fez o dia virar noite por alguns minutos ocorre quando a Lua se interpõe entre o Sol e a Terra. "Como a Terra gira ao redor do Sol num plano, supondo que o Sol esteja no centro da face superior de uma mesa, a Terra se move em torno do Sol no nível desta superfície. Ao mesmo tempo, a Lua gira em torno da Terra, mas o plano de órbita lunar é inclinado um pouco mais de 5º em relação à face da mesa e geralmente a Lua passa acima ou abaixo do Sol. Mas quando a Lua cruza o plano da órbita da Terra, entre o Sol e o nosso planeta, e todos ficam alinhados, ocorre um eclipse solar", explica Paulo Sergio Bretones, professor do Departamento de Metodologia de Ensino da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Onde foi visto o eclipse solar parcial no Brasil? 

Em cidades das regiões sudeste, sul e centro-oeste. 

Em São Paulo, o eclipse começou às 12h45 (horário de Brasília), quando a Lua Nova começou a 'tocar' o disco do Sol. "A Lua começou cada vez mais a ocultar o disco do Sol até que, às 14h04, o Sol teve 43% de seu diâmetro coberto pela Lua", explica Bretones.

Em Porto Alegre, o fenômeno foi visto parcialmente às 12h23 (horário de Brasília). Lá, 60% do disco do Sol esteve encoberto pela Lua às 13h50. 

Em Cuiabá, o eclipse parcial começou às 11h33 (horário de Brasília), com término às 13h29. A visão máxima ocorreu às 12h32.

Reação nas redes sociais

Enquanto internautas da Argentina e do Chile postaram vídeos nas redes sociais do eclipse solar total, no Brasil,  moradores de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Ceará demonstraram decepção com quantidade de nuvens e visão parcial. Alguns internaturas, porém, relataram que conseguiram ver o eclipse parcialmente.

 

Outros fenômenos

Neste ano, foram seis eclipses, dois do Sol e quatro da Lua, sendo que os lunares foram mais difíceis de observar. Mas 2020 também reservou outros dois fenômenos: o cometa Erasmus e meteoros da chuva Geminídeas

"O cometa Erasmos seria visível de madrugada (desta segunda-feira,14) com magnitude 5.6, contudo, está a uma distância de cerca de 13 graus com relação ao Sol e isso dificulta a observação", explica o professor do Departamento de Metodologia de Ensino da UFSCar. A última vez que um cometa apareceu durante um eclipse solar total foi em 1948. 

Já a chuva de meteoros Geminídeas, que deve ocorrer até 19 de dezembro, poderá ser visível. No entanto, não há previsão de onde será melhor a observação. "Este é um fenômeno observado em locais mais afastados de regiões urbanas e também difícil de ser visto em épocas chuvosas", afirma Bretones.

Excepcional alinhamento de Júpiter e Saturno poderá ser visto da Terra

Durante o ano de 2020, Júpiter e Saturno foram se aproximando um do outro no céu. Isso resultará em um fenômeno astronômico raro que não ocorre desde a Idade Média e poderá ser visto da Terra entre 16 e 21 de dezembro, com distância mínima no último dia. Os dois corpos celestes serão vistos como um planeta duplo. Esse tipo de fenômeno ocorre devido às órbitas dos planetas em torno do Sol, portanto, são perfeitamente previsíveis.

"Do ponto de vista estritamente técnico, não é um fenômeno de grande importância já que a mecânica celeste é uma área bem conhecida e antiga da astronomia. Mas a importância vem da raridade de uma conjunção tão próxima assim", explica Roberto D. Dias da Costa, professor do Departamento de Astronomia do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP).

Para quem quiser observar o fenômeno, "basta olhar na direção do pôr do sol no início da noite do dia 21 e observar os dois pontos brilhantes muito próximos um do outro. Nas noites imediatamente anteriores e posteriores a essa data, eles ainda estarão bem próximos. Como é um fenômeno lento, provavelmente veremos muitas fotos circulando nas redes sociais", disse Costa.

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